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Seminário em Assis Chateaubriand fomenta geração de energias renováveis no campo

Reportagem publicada pela Gazeta de Toledo

O Sistema FAEP/SENAR-PR promoveu, nesta quarta-feira (27), o 1º Seminário de Energias Renováveis, com o tema “O presente e o futuro da segurança energética no campo”, no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) de Assis Chateaubriand, na região Oeste do Paraná, para mais de 90 pessoas. O evento, resultado de uma parceria com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), contou com três palestras e uma visita técnica à Usina Fotovoltaica Nelson Paludo, instalada dentro do CTA.

Na ocasião, o presidente do Sindicato Rural de Assis Chateaubriand e vice-presidente da FAEP, Valdemar da Silva Melato, transmitiu uma mensagem do presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette, frisando os problemas enfrentados pelo setor com a matriz energética brasileira e que impactam diretamente na produção agropecuária do Paraná. No discurso, Melato fez menção às viagens técnicas internacionais promovidas em 2017 pela entidade para conhecer projetos de geração de energia fotovoltaica e biogás bem-sucedidos na Europa.

“Temos que despertar a consciência de que os produtores rurais precisam tomar em suas mãos a solução deste problema em suas propriedades, garantindo segurança energética por meio das energias renováveis que estão em seu próprio quintal. Queremos mostrar aos produtores as vantagens desses investimentos, especialmente agora que o subsídio da Tarifa Rural Noturna está chegando ao fim e o custo da energia está subindo, comprometendo nossos negócios”, disse Melato.

Em sua fala, Melato também destacou o trabalho realizado pelo Sistema FAEP/SENAR-PR nos últimos anos para fomentar a geração de energias renováveis no campo. “É um trabalho com origem em uma preocupação de todos e que hoje vem se tornando realidade. Temos parcerias para trazer essas alternativas para os produtores rurais, eliminando os riscos de falta de energia e reduzindo dos custos de produção”, afirmou.

Melato destacou o trabalho de fomento do Sistema FAEP/SENAR-PR de energias renováveis dentro das prorpeidades

Palestras

O gerente regional do IDR-Paraná de Toledo, Ivan Decker Raupp, falou sobre o Programa Paraná Energia Rural Renovável (Renova Paraná), lançado pelo governo do Estado com o objetivo de apoiar a geração distribuída de energia elétrica a partir de fontes renováveis, principalmente biomassa e solar, em propriedades rurais paranaenses. De 1,8 mil produtores cadastrados no programa até o momento, cerca de 45% são da região Oeste. “O intuito é trazer competitividade e sustentabilidade para o campo”, apontou.

Raupp destacou os detalhes do Programa Paraná Energia Rural Renovável (Renova Paraná)

Na sequência, a coordenadora de projetos do IDR-Paraná, Eliana Aparecida dos Reis, abordou detalhes sobre o Programa Renova Paraná e sobre o Banco do Agricultor Paranaense (BAP), lançado em 2021. Esse funciona como um programa de crédito exclusivo com juros subsidiados pelo governo do Estado, pelo qual é garantido o incentivo do Renova Paraná. O aporte estadual para o programa é de R$ 72,8 milhões.

Os objetivos do programa incluem a ampliação da produção, oferta e distribuição de energia elétrica, aumento de competitividade dos produtos agrícolas, expansão das cadeias produtivas, desenvolvimento da atividade econômica local e regional com geração de empregos e oportunidades, e inovação de negócios no setor agropecuário. “Qualquer pessoa física ou jurídica, independentemente do porte da propriedade, que tenha projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia pode ser beneficiada”, observou Eliana.

O Renova Paraná tem como foco principal atender aos produtores beneficiados pela Tarifa Rural Noturna, que termina em 31 de dezembro de 2022. Segundo Eliana, de 25% a 35% dos beneficiados estão na região de Toledo, principalmente em função da produção de proteínas animais. A subvenção de juros é destinada a projetos de energia solar de até R$ 500 mil, e de biomassa, no valor de até R$ 1,5 milhão. Quem aderir ao Renova Paraná até 31 de dezembro de 2022 terá equalização da taxa de juros de forma integral. Para ser contemplado, o projeto também deve ser feito junto a uma empresa cadastrada no programa.

O gerente geral da agência do Banco do Brasil de Assis Chateaubriand, Luciano Dionísio de Lima, destacou o incentivo ao uso de energias renováveis no agronegócio pela instituição e elencou linhas de financiamento disponíveis para usinas geradoras de energia renovável e demais itens necessários para instalação. Ainda, conceitos, orientações técnicas e procedimentos para acesso à rede da Copel em geração distribuída foram apresentados pelo engenheiro eletricista da empresa Rodrigo Braun dos Santos.

Cases de sucesso

Além das palestras, produtores que já fazem uso de energias renováveis em suas propriedades destacaram os benefícios. O vice-presidente do Sindicato Rural de Toledo e presidente da Associação dos Avicultores do Oeste do Paraná (Aviopar), Edenilson Copini, possui 192 painéis solares instalados com potência de 325W e geração mensal de, em média, 8,5 mil kW. O avicultor e suinocultor investiu cerca de R$ 300 mil na estrutura, com recursos realocados das próprias atividades. Em 2021, sua economia com energia elétrica foi de R$ 55 mil.

O presidente da Comissão Técnica (CT) de Meio Ambiente da FAEP e do Sindicato Rural de São Miguel de Iguaçu, José Carlos Colombari, falou sobre os investimentos em biodigestores realizados em 2006 na Granja São Pedro, propriedade que abriga produção de grãos, suinocultura, avicultura e pecuária de corte. Segundo Colombari, na época, a principal preocupação era realizar a destinação correta dos dejetos dos suínos. Atualmente, a geração média de energia elétrica é de 30 MWh por mês, o que gera uma economia de até R$ 25 mil/mês. Os biofertilizantes produzidos no processo também são utilizados na propriedade.

Colombari faliu sobre os investimento em um biodigestor que gera economia de até R$ 25 mil/mês, já o produtor Ademilson Lourenço, que trabalha com avicultura de corte e piscicultura, investiu R$ 190 mil, no início deste ano, na instalação de 120 painéis com potência de 335W. Com capacidade de geração de energia é de 61,2 mil kWh por ano, a projeção é que o payback (tempo de retorno do investimento) seja de 8,5 anos.

Visita técnica

No fim do evento, os participantes foram encaminhados para uma visita técnica na Usina Fotovoltaica Nelson Paludo, instalada no CTA de Assis Chateaubriand desde abril de 2021. A estrutura ocupa uma área de 500 metros quadrados e possui 304 painéis solares com capacidade de 135 kWp, o que corresponde à geração de 160 mil kWh por ano. O espaço marca um incentivo às energias renováveis e é resultado dos trabalhos e estudos promovidos pelo Sistema FAEP/SENAR-PR nos últimos anos, embasados pela sustentabilidade ambiental. Com a usina, a entidade também passou a ser autossuficiente na energia elétrica consumida em 20 unidades.

PL prevê obrigatoriedade de painéis solares em prédios públicos

Reportagem publicada pelo Canal Solar

O projeto de lei, do vereador Leonel Radde (PT), é um incentivo às práticas sustentáveis em Porto Alegre

Tramita na Câmara Municipal de Porto Alegre (RS) o Projeto de Lei (PLL 236/21) que obriga a instalação de painéis solares em prédios públicos de Porto Alegre.

A proposta, desenvolvida pelo vereador Leonel Radde (PT), como incentivo à sustentabilidade, foi aberta em 16 de junho de 2021 e sugere que a instalação dos módulos seja realizada nos telhados das edificações.

De acordo com Radde, os prédios que possuem estacionamento deverão disponibilizar tomadas de alimentação para o abastecimento de VEs (veículos elétricos).

Além disso, os lagos de parques municipais também poderão ser destinados para a geração de energia solar fotovoltaica.

“O objetivo é colocar a capital no eixo de sustentabilidade da energia solar, que já vem sendo adotado em todas as grandes cidades”, afirmou.

O texto define também que, após a publicação da lei, os órgãos públicos terão prazo máximo de seis anos para instalação dos equipamentos, que poderá ser feita diretamente pelo Poder Público, por concessão onerosa, convênios ou parcerias.

A alíquota do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) sobre os painéis fotovoltaicos para utilização de energia elétrica será reduzida a 0%.

Outros projetos de lei

A Câmara de Vereadores de São José do Rio Preto (SP) aprovou uma lei que obriga a prefeitura a instalar módulos fotovoltaicos em prédios públicos da cidade.

A legislação destaca que os sistemas devem ser dimensionados para atender no mínimo 50% do consumo de energia anual projetado, a depender do perfil de consumo e das características técnicas da edificação.

Além desta, foi implantada em Campinas (SP), em novembro de 2021, a lei que prevê a instalação de painéis fotovoltaicos em todas as unidades da administração direta e indireta do município para geração de eletricidade, inclusive nos prédios alugados.

De acordo com o texto, se houver excedente de energia gerada pelas placas, a prefeitura poderá vendê-lo à distribuidora. Ademais, a lei ainda prevê que novas edificações públicas de Campinas já sejam projetadas preparadas para receberem módulos fotovoltaicos.

Leilão da Aneel terá 208 projetos do Piauí e será realizado em maio

Reportagem publicada pelo Meio Norte

O Piauí é o terceiro do país com maior número de projetos no certame, atrás apenas da Bahia com 531 e de Minas Gerais com 304

O edital e demais documentos relativos ao Leilão de Energia Nova A-4 de 2022, foram aprovados na última terça-feira (26) pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 1.894 projetos com possibilidade de participação no certame, totalizando 75.250 megawatts (MW) de potência. O Piauí é o terceiro do país com maior número de projetos no certame, sendo 208 no total, atrás apenas da Bahia com 531 e de Minas Gerais com 304.

Ao todo, a potência prevista nos projetos piauienses é de 8.060 MW. O leilão deve ser realizado em 27 de maio pela Aneel, a partir da plataforma de negociação disponibilizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A ANEEL informou também os preços iniciais e de referências do Leilão, conforme estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia. Assim, para empreendimento participante sem outorga ou com outorga e sem contrato, para fonte hidráulica e termelétrica a biomassa, o preço inicial será de R$ 315,00 por megawatt-hora (MWh) e de R$ 225,00/MWh para as fontes eólica e solar fotovoltaica. Já os preços de referência, aplicados aos empreendimentos com outorga e com contrato, será de R$ 268,45/MWh para projetos de pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), de R$ 187,69/MWh para projetos de usinas hidrelétricas (UHEs) e de R$ 204,65/MWh para usinas eólicas.

Entre os projetos cadastrados pela EPE para o certame, aqueles relacionados à geração por fonte eólica e solar fotovoltaico reúnem 73.256 MW de potência, 97,35% do total disponível para inscrição na disputa. A Região Nordeste concentra aproximadamente 70% dos projetos e da potência cadastrados, com destaque para as fontes eólica e solar.

Os futuros Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEARs) terão início em 1º de janeiro de 2026 e serão vigentes por diferentes períodos, conforme a fonte de geração. Projetos eólicos e solares serão contratados na modalidade por quantidade, com prazo de suprimento de 15 anos. Os projetos hidrelétricos, com 976 MW de potência cadastrados, também serão contratados na modalidade por quantidade, com suprimento de 20 anos. Para a fonte termelétrica a biomassa, com 1.018 MW, os contratos serão na modalidade por disponibilidade com suprimento por 20 anos. Veja neste vídeo como funcionam os leilões de geração da ANEEL.

Escolas de Itatinga contarão com energia solar

Reportagem publicada pela Rádio Clube FM

A Prefeitura de Itatinga pretende equipar e levar energia solar para toda rede escolar e unidade administrativa da Diretoria de Educação

O primeiro passo foi dado com a contratação da empresa por meio de processo licitatório e instalação de usina fotovoltaica na EMEF Profª Maria de Lourdes Esteves Bronzatto, gerando energia para outras escolas.

A instalação de usina fotovoltaica traz ganho ambiental significativo, já que deve evitar a emissão, por ano, de toneladas de gases de efeito estufa, o mesmo emitido por automóveis. Para compensar a emissão de gases e o efeito estufa, seria preciso plantar inúmeras árvores dentro e fora da cidade.

Além das vantagens ambientais, essa alternativa permite a redução de custos de energia elétrica da Prefeitura. O gerador fotovoltaico com módulos de 540w e geração de ? 73kwp terá uma geração média mensal de 8.748kwh/mês, valor de R$ 7.785,72 (tarifa atual – R$0,89 kwh) somando benefícios econômicos, podendo contemplar até 15 unidades com consumo médio de 583,20kwh/mês.

Com a economia de energia elétrica, a Diretoria de Educação poderá investir em diversas outras benfeitorias nas unidades escolares como a instalação de aparelhos de ar condicionado, garantindo um ambiente confortável aos alunos da rede municipal de ensino.

O projeto marca a cidade de Itatinga como uma das pioneiras em iniciativas ambientais da região, colocando em evidência o comprometimento com a sustentabilidade de crises hídricas, do aumento das tarifas e até de eventual racionamento.

Ceará tem 155 projetos em leilão de geração da Aneel

Reportagem publicada pelo O Povo

Os projetos relacionados à geração por fonte eólica e solar fotovoltaico reúnem 73.256 MW de potência. Ou seja, 97,35% do total disponível para inscrição na disputa

Dos 75.250 megawatts (MW) de potência em 1.894 projetos cadastrados no edital aprovado para o Leilão de Geração A-4 de 2022, o Ceará consta com 155 projetos e 6.093 MW. O certame será realizado em 27 de maio pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a partir da plataforma de negociação disponibilizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Os preços iniciais e de referências do Leilão, conforme estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia, serão de R$ 315 por megawatt-hora (MWh) para empreendimento participante sem outorga ou com outorga e sem contrato, para fonte hidráulica e termelétrica a biomassa, e de R$ 225/MWh para as fontes eólica e solar fotovoltaica.

Já os de referência, aplicados aos empreendimentos com outorga, e com contrato, serão de R$ 268,45/MWh para projetos de pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), de R$ 187,69/MWh para projetos de usinas hidrelétricas (UHEs) e de R$ 204,65/MWh para usinas eólicas.

Dentre os cadastros na Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para o certame, aqueles relacionados à geração por fonte eólica e solar fotovoltaico reúnem 73.256 MW de potência. Ou seja, 97,35% do total disponível para inscrição na disputa. O Nordeste concentra 70% dos projetos e da potência cadastrados, com destaque para as fontes eólica e solar.

Os estados com mais empreendimentos disponíveis para o Leilão são Bahia, com 531 projetos e 19.215 MW em potência cadastrada; Minas Gerais, com 304 projetos e 14.008 MW cadastrados; Piauí, com 208 projetos e 8.060 MW; e Ceará, com 155 projetos e 6.093 MW.

Em relação a usinas termelétricas cadastradas, a maior parte está nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Os projetos hidrelétricos se encontram nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Entenda o leilão de energia

Os futuros Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEARs) terão início em 1º de janeiro de 2026 e serão vigentes por diferentes períodos, mudando conforme a fonte de geração.

Projetos eólicos e solares serão contratados na modalidade por quantidade, com prazo de suprimento de 15 anos. Os projetos hidrelétricos, com 976 MW de potência cadastrados, também serão contratados na modalidade por quantidade, com suprimento de 20 anos.

Para a fonte termelétrica a biomassa, com 1.018 MW, os contratos serão na modalidade por disponibilidade com suprimento por 20 anos. Veja neste vídeo como funcionam os leilões de geração da Aneel.

Intersolar Summit 2022: 1º dia aborda temas como hidrogênio verde e futuro do setor elétrico

Reportagem pulicada pelo Canal Solar

O evento, que acontece nos dias 27 e 28 de abril em Fortaleza (CE), deve receber cerca de 5 mil visitantes

Começou nesta quarta-feira (27) o Intersolar Summit Nordeste 2022. A feira, que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), deve receber cerca de 5 mil visitantes entre hoje e amanhã (28).

Entre os destaques do dia estão temas sobre geração distribuída e o Marco Legal, além da atração de investimentos em energia e hidrogênio verde.

O objetivo é abordar políticas, desafios legais e marcos regulatórios, bem como soluções de integração de rede e financiamento com foco específico no Nordeste do Brasil.

Estiveram presentes autoridades como Florian Weesendorf (Solar Promotion), Rodrigo Sauaia (ABSOLAR), Renê Rezende (ABGD), Raquel Fernandez, representando Efraim Cruz da ANEEL e Sven Richard.

Para Glauco Santos, diretor comercial da Elgin, a demanda por módulos com maiores potências está crescendo cada vez mais.

Além disso, destacou que a empresa, com foco em ar condicionados, procura cada vez mais investir na região Nordeste e busca trazer o e- commerce como inovação.

“Queremos trazer uma solução que atenda a demanda local. O e-commerce é para aquele parceiro com um alto número de demanda e quer fazer um auto serviço”, disse Santos.

Já Eolo Benmaman, gerente comercial da Inox-Par, discorreu sobre a importância das garagens solares, que estão despertando cada vez mais o interesse do consumidor: “O carport hoje é a menina dos olhos”, enfatizou.

O Intersolar Summit Brasil Nordeste é realizado pela Aranda Eventos, Solar Promotion International GmbH, Pforzheim, Freiburg Management e Marketing International GmbH (FMMI) e patrocinado por empresas nacionais e internacionais que também participarão da feira. Para mais informações acesse o site do evento.

Santa Cruz do Sul terá evento sobre o mercado fotovoltaico

Reportagem publicada pelo Jornal do Comércio

A cidade de Santa Cruz do Sul será sede de um encontro entre autoridades públicas, especialistas e empresários do setor de energia solar para um debate sobre o futuro do mercado fotovoltaico no estado gaúcho e no Brasil. Organizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o workshop acontece no 9 de maio, das 19h às 22h, no auditório da sede administrativa do Sicredi Vale do Rio Pardo no município.

O evento trará uma série de palestras, além de demais representantes de empresas e agentes financeiros. O Rio Grande do Sul está entre os três estados brasileiros com maior potência instalada de energia solar na geração própria em telhados e pequenos terrenos. Segundo recente mapeamento da ABSOLAR, a região possui 1 gigawatt (GW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Segundo a entidade, o território gaúcho responde sozinho por 11,8% de toda a potência instalada de energia solar na modalidade. O estado possui 116.036 conexões operacionais, espalhadas por 497 municípios, ou 100% dos 497 municípios da região. Atualmente são 146.882 consumidores de energia elétrica que já contam com redução na conta de luz, maior autonomia e confiabilidade elétrica.

Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Rio Grande do Sul a atração de mais de R$ 5,9 bilhões em investimentos, geração de mais de 32,9 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. As inscrições podem ser feitas através do site da ABSOLAR (absolar.org.br)

A cidade de Santa Cruz do Sul será sede de um encontro entre autoridades públicas, especialistas e empresários do setor de energia solar para um debate sobre o futuro do mercado fotovoltaico no estado gaúcho e no Brasil. Organizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o workshop acontece no 9 de maio, das 19h às 22h, no auditório da sede administrativa do Sicredi Vale do Rio Pardo no município.

O evento trará uma série de palestras, além de demais representantes de empresas e agentes financeiros. O Rio Grande do Sul está entre os três estados brasileiros com maior potência instalada de energia solar na geração própria em telhados e pequenos terrenos. Segundo recente mapeamento da Absolar, a região possui 1 gigawatt (GW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Segundo a entidade, o território gaúcho responde sozinho por 11,8% de toda a potência instalada de energia solar na modalidade. O estado possui 116.036 conexões operacionais, espalhadas por 497 municípios, ou 100% dos 497 municípios da região. Atualmente são 146.882 consumidores de energia elétrica que já contam com redução na conta de luz, maior autonomia e confiabilidade elétrica.

Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Rio Grande do Sul a atração de mais de R$ 5,9 bilhões em investimentos, geração de mais de 32,9 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. As inscrições podem ser feitas através do site da Absolar (absolar.org.br)

Brasileiros recorrem à energia solar para escapar dos aumentos na conta de luz

Reportagem publicada pelo G1

Produção desse tipo de energia dobrou de 2020 para 2021 no país. Através das placas solares, cerca de 860 mil pessoas no Brasil geram a própria energia que consomem

A conta de luz teve aumentos recentes autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em oito estados do Brasil: Pernambuco, Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os reajustes preocupam os consumidores e muitos deles passaram a recorrer a outras fontes de energia, como a solar, para conseguir economizar.

Em Pernambuco, o aumento foi de 18,97% para consumidores de baixa tensão. A conta de luz também ficou mais cara em outros sete estados do Brasil: Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em todos eles, o reajuste ficou entre 18% e 25%.

O aumento da despesa com a luz contribuiu para o crescimento, no país, da procura por outras fontes de energia. No caso da energia solar, a produção dobrou de 2020 para 2021 no Brasil, onde há 161 usinas solares de grande porte em funcionamento e 99 em construção.

“A expectativa é que a gente bata um novo recorde e 2022 se torne o melhor ano da energia solar no Brasil com o crescimento ainda mais forte”, declarou o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia.

“A expectativa é que a gente bata um novo recorde e 2022 se torne o melhor ano da energia solar no Brasil com o crescimento ainda mais forte”, declarou o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia.

Apesar de as grandes usinas solares impressionarem pelo tamanho e pela tecnologia, são os pequenos sistemas de geração própria que aceleram a produção de energia solar no Brasil. As placas solares são capazes de produzir energia dos dois lados: com a incidência direta dos raios solares no lado de cima, e o reflexo da luz no lado de baixo.

Nos telhados das casas, nos terrenos menores, na cidade ou no campo, são cerca de 860 mil brasileiros gerando a energia que consomem. É o caso, por exemplo, do sítio da agricultora Maria Francisca de Lima, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife.

As quatro placas no telhado da casa mudaram a vida da agricultora. Até dezembro de 2021, ela não tinha energia elétrica. A residência dela passou a ter energia solar após a doação de um grupo de amigos e custou cerca de R$ 12 mil.

“Era ruim porque eu não tinha geladeira, não tinha nada. Melhorou muito, graças a Deus”, disse Maria Francisca de Lima.

Quem também comemora que está conseguindo economizar com a conta de luz é o empresário Mário Carlini. Dono de uma padaria e de uma lanchonete, ele investiu R$ 40 mil em energia solar, valor a ser pago em 30 meses.

De acordo com o empresário, a economia que ele está obtendo na conta de luz tem garantido o pagamento das prestações. “Eu queria ter feito isso há alguns anos atrás”, afirmou Mário.

Alternativa sustentável para evitar perdas e economizar, energia solar fotovoltaica cresce 83,7% no meio rural

Reportagem publicada pelo G1

Na Agrishow, expositores apresentam painéis solares que protegem o gado e alternativas de bombas d’águas ideais para regiões com problemas no abastecimento de energia

Depois da aprovação da Lei da Energia Solar em janeiro de 2022 que institui o marco legal da micro e minigeração de energia, o mercado espera ainda para este ano um aumento na procura por soluções em energia solar fotovoltaica para o setor de agropecuária.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em 2021, o número de instalações cresceu 83,7% em relação a 2020 só no meio rural. De janeiro a março de 2022, o número já equivale ao registrado em todo o ano de 2019. (Veja o gráfico abaixo)

Com a legislação em vigor, produtores rurais podem produzir sua própria energia através de fontes renováveis. A lei ainda permite que quem protocolar o pedido até o fim de 2022 terá por mais 25 anos os benefícios atuais concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).

“Quem colocar energia solar esse ano de 2022 vai estar isento de pagar componentes da tarifa”, explica Artur Cantador Bernardo, diretor comercial da Dinâmica Energia Solar, uma das empresas expositoras na Agrishow, feira de tecnologia e inovação para o agronegócio em Ribeirão Preto (SP).

“Na verdade, a compensação você vai entregar 100 quilowatts para a concessionária e pegar 100 quilowatts de volta no ano que vem. E isso até 31 de dezembro de 2045. Por isso acreditamos que muitos produtores vão aproveitar essa oportunidade e fechar negócio esse ano”, diz.

Soluções

Na feira, a marca apresenta um modelo de sombreamento artificial para a pecuária por meio do uso de painéis solares. Ao mesmo tempo em que torna a propriedade autossuficiente na produção de energia confere conforto ao gado no pasto, ajudando a evitar o estresse térmico do rebanho.

“Esse sistema veio de um problema do nosso cliente. Ele falou que não queria área nenhuma colocando energia solar, mas que precisava muito, já que gastava cerca de R$ 10 mil por mês de energia”, diz Bernardo. “Então, em vez de eu fazer uma estrutura para o fotovoltaico, colocar energia solar e outra estrutura para ter um sombreamento para o gado, a gente já uniu as duas coisas.”

Segundo a empresa, embaixo dos painéis já há uma redução de até 5°C e, considerando a economia de energia elétrica, em quatro anos o produtor tem o retorno do seu investimento. “Se você comparar com uma aplicação, por exemplo, na bolsa, é como se o dinheiro rendesse próximo de 2% ao mês. Então, além disso, é um negócio sustentável, uma energia limpa e ainda um negócio de altíssimo rendimento para quem tem dinheiro investir”, afirma Bernardo.

Operação mantida

A energia solar também é solução para lugares remotos que sofrem com a falta de acesso à energia elétrica ou que enfrentam falhas no abastecimento, podendo causar prejuízos e paralisar a operação no campo e nas residências.

Essa foi uma das motivações para a Anauger lançar uma linha de bombas d’água movidas a energia fotovoltaica. Com elas, o produtor pode bombear água de um poço apenas com a força do sol, colaborando tanto para o consumo das pessoas quanto para irrigação do campo. Aliada à solução para o desabastecimento está a sustentabilidade.

“Tem situações que as pessoas realmente não têm acesso à energia convencional e tem alguns casos que a gente percebe de clientes que buscam justamente pela questão da sustentabilidade”, explica Douglas Góes, supervisor de marketing da Anauger. “Elas buscam esse produto porque não agride o meio ambiente, além da questão de economia também, porque está usando uma energia que é renovável e que você não gasta nem um centavo.”

A tecnologia ainda tem algumas limitações em comparação com a bomba tradicional, também vendida pela marca. A convencional ainda tem um potencial de vazão e volume superior, portanto não são todos os poços que se adaptariam à solução de energia solar.

O próprio site da empresa fornece uma ferramenta para que o consumidor possa fazer o dimensionamento e verificar se o sistema é uma possibilidade.

“Nosso setor de engenharia está trabalhando para igualar a potência dessas bombas e acreditamos que no próximo ano já teremos um projeto montado”, explica Góes. E essa pressa não é à toa. “Nos últimos dois anos, no volume de vendas acumulado especificamente da bomba solar, nós tivemos um aumento de um incremento de 135%. Então, a gente considera que é um ganho bem interessante para a empresa.”